Pra que mesmo ???
"... é sempre a minha carne que se encontra nas minhas palavras." Rubem Alves
sábado, 17 de março de 2012
Sobre Facebook e Schopenhauer
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Insônia
(...)
E aí ela me diz que tem dificuldades para esquecer, para deixar as coisas do passado no passado. E eu fico pensando em quantas vezes eu desejei que as coisas do passado realmente ficassem por lá. Mas elas não ficam. Elas me assombram e me chamam e me arrastam pra ele novamente. E eu vou. Eu vou porque lá é sempre melhor, lá é sempre mais confortável do que o real, o atual, o agora.
E ela me diz ainda que se realmente tudo fosse perfeito como eu penso, eu ainda estaria lá ou ele ainda estaria aqui, sei lá qual a ordem correta, mas ainda seríamos um, mas ela não entende o que acontece. Ela não entende e nem conhece o que se passa... E queira Deus que ela nunca precise conhecer.
E eu penso e peno e reflito e choro e grito e esperneio. E ele não está. E ele continua não estando. E eu penso novamente em ligar, em chamar, em dizer, em perguntar, em questionar o porquê de ele não estar aqui, de não estarmos aqui. Por que ele é o amor da minha vida??? Porque ele É o amor da minha vida. Ou não é? Ele é, eu sei. Eu sei disso. E ela me diz agora que se ele realmente o fosse, eu não sofreria. Mas ela não sabe que eu sou romântica, dramática e canceriana. E que eu quero pensar que ele também pensa, seja lá em qual cama estiver, que eu também sou o amor da vida dele e o quanto ele foi burro por ter me deixado partir.
E ela me diz que não é, que é ilusão, que é utopia, q é idiotice, tolice, babaquice ou qualquer outra coisa que termine com ice. E eu ouço e penso mais um milhão de vezes em como dói gostar de alguém pra sempre, pra sempre, pra sempre. E dói eternamente. E eu tenho medo disso nunca parar, curar, ter fim.
(...)
E eu penso em como vivo uma vida paralela, abrindo portas e janelas e paredes e coisas que eu nem quero de verdade. E penso ainda em por que faço, tão instintivamente, se eu realmente não quero nada disso, se eu não quero nenhuma delas, mas só a primeira de todas as portas, aquela que me fez abrir todas as outras - como se alguma vez na vida eu tivesse tido algum real interesse em abrir alguma coisa que não fosse a minha alma para ele. Quero justamente a única porta que está fechada. E aí, elas, as portas, janelas e paredes, vão ficando assim, abertas, sem graça, desbotadas e deslocadas enquanto eu simplesmente caminho por elas, fingindo interesse e brincando por algumas semanas até que aquilo se torne sufocantemente falso demais e estúpido demais e sem graça demais. Então, eu volto pro mesmo lugar quente de sempre e de antes e choro e grito e esperneio. E penso em te ligar, em te chamar, em te perguntar, em te dizer mais uma vez: me tira dessa droga de vida, me salva, me resgata, me acorda desse sonho terrível que é viver sem você. Vem e foge comigo, pelo amor de Deus.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Tired
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Quinto pecado capital: a inveja

Rehab
domingo, 16 de outubro de 2011
Coming back
sábado, 17 de setembro de 2011
XXX
Antes de iniciar a leitura:
Boa parte deste texto foi censurada - já que todo mundo anda dizendo que me exponho demais por aqui - mas, na falta de algo que possa ser realmente publicado, coloco só um trechinho - e um trechinho do estilo "mais-paga-pau-impossível" rsrsrs
E sim, eu continuo muito de quatro pelo tal moreno alto. Mais e muito mais do que eu deveria até.
(...)
É estranho o que sinto por você. E o pior, essa coisa ao invés de diminuir, só aumenta. Incrível a capacidade de pensar em você em todos os momentos do meu dia... Você continua sendo o meu primeiro e último pensamento: quando abro os olhos, a primeira imagem que me vem é a sua, e antes de dormir, és a última coisa em que penso. No trabalho, em casa, na academia, não importa... tu estás tão presente em meus dias que chego a sentir raiva de como posso não estar presente do mesmo modo e com a mesma intensidade nos teus, já que ultimamente a minha vida se resume a ti.
(...)
sábado, 10 de setembro de 2011
Sobre pessoas inteligentes
Eu queria ser como algumas pessoas que conheço. Mas não sou.
Conheço algumas pessoas que gostam e desgostam com facilidade. Gostam, gostam, gostam, maaaas, se acabam o namoro, desgostam. Simples assim. Eu demoro. Demoro uma vida pra admitir – pra mim e para os outros – que estou apaixonada. E quando acaba, demoro mais tempo ainda para desapaixonar. Mesmo sabendo que terminou o relacionamento, tenho dificuldades para me desvencilhar da pessoa ainda amada.
Talvez, essas pessoas que desgostam com facilidade também sofram, mas escolhem – todos os dias – não mais sofrer ou querer alguém que não as quer mais. E eu não consigo ser assim... Saudosa que sou, perco horas do meu dia pensando em tudo o que foi vivido, idealizando e pensando como tudo seria perfeito se ainda fosse perfeito. Pobre de mim.
E estranhamente – ou infelizmente - quando eu olho ao redor, percebo que as minhas melhores amigas também são assim... E tenho pena da gente... Queria ser como aquelas outras, ou aqueles outros, que simplesmente partem de um relacionamento para outro em semanas. Podem até estar sofrendo, mas com certeza o sofrimento durará poucas semanas – ou dias - e ainda por cima não os impedirá de encontrar consolo nos braços de outros, que não os seres amados. Ah, como eu invejo essas pessoas inteligentes.
Exemplo prático: tenho um grande amigo que estava mega-ultra-super apaixonado... De repente, o romance subiu no telhado... Ele chorou horrores na primeira semana e na segunda já estava pronto para outra, marcando encontrinhos e curtindo baladinhas. Ele não deixou de amar de uma hora para outra, mas o fato de gostar de alguém que não o queria mais, não o impediu de sair e viver a vida sem a presença do ex. Assim que eu queria ser... mas eu não consigo! Por mais que eu saia de casa, passeie e viaje, meu coração fica lá, preso ao moço amado, endeusando a saudade imensa que ainda sinto dele. Conta a lenda que dor de amor se cura com outro amor, mas cadê disposição para procurar novos amores quando meu coração ainda está suspirando por alguém?
Nesse ponto eu queria ser mais macho: chorar três dias e ficar novinha em folha, pronta pra próxima. Mas logo nesse ponto, Deus me fez mulherzinha. Eu sei que todos os dias eu deveria fazer como as pessoas espertas: escolher não mais querer alguém que não me quer. Mas como? Conforme disse anteriormente, tenho dificuldade para me desvencilhar de pessoas queridas e, pra piorar, sou melodramática: adoro a dor de cotovelo, adoro o sofrer por amor, adoro o amor platônico, adoro essas coisas. Vai entender. Eu gosto de remoer, de sonhar, de pensar, de falar, de lembrar, de expor... Se me fosse possível escolher, talvez escolhesse trocar de amor com mais facilidade. Gostar, gostar, gostar. E quando terminasse, desgostar. Simples assim. Mas, do jeito que fui feita, a frase “partir pra outra” não faz o menor sentido... curto o meu luto por meses a fio, sem me incomodar, como os românticos das décadas passadas. A única explicação, então, é a ausência de um botão Liga/Desliga... Sou desprovida deste artefato. Infelizmente. Ou felizmente. Vai saber. É... realmente ainda tenho muito que evoluir...
domingo, 21 de agosto de 2011
Cavernas
Dizem os mais sábios que em uma relação há sempre aquele que domina e aquele que é dominado. Dizem também que por sermos assim, nunca devemos demonstrar por completo o que sentimos pelo outro.
Dizia-me uma amiga que o homem conserva, até hoje, o instinto caçador que nele existe desde o tempo das cavernas. E isso significa dizer que ele, o homem, esse ser tão absurdamente primata, ainda hoje mantém o seu desejo por presas. Especialmente as novas. Ou aquelas que ele considera novas. Dizia-me ainda a tal amiga que nunca, jamais uma mulher deve deixar que o (seu) homem saiba o que ela sente por ele. Nunca, continuava ela, um homem pode saber que a (sua) mulher o ama acima de qualquer coisa e que por ele faria qualquer coisa.
Não acredito que isso seja um privilégio masculino, mas sim um privilégio (???) da raça humana. Todo ser humano, homem ou mulher, é assim. Basta saber que alguém estará sempre ali, à espera, para deixar esse serzinho de lado. Mesmo que inconscientemente. Afinal, ele sempre estará por ali mesmo. Porém, a qualquer sinal de desinteresse ou frieza, parece que o velho eu-primata ouriça os pelos e acende uma luz de alerta, deixando o tal ser dominante extremamente à mercê do outro, o dominado. As posições se invertem. Em outras palavras: se você caga pra alguém, esse alguém corre atrás de você; se você corre atrás de alguém, aí o tal alguém cagará para você.
O ser humano é assim. Gosta daquilo que não tem. Pelo menos não por completo. O ser humano gosta da caça, da conquista, da busca. A partir do momento em que ele sente que tudo está na mais perfeita ordem, na mais perfeita paz, no mais perfeito controle, já era. É preciso o tempo inteiro estar buscando, estar com a pulga atrás da orelha, estar com aquela sensação de “será que ela(e) me ama mesmo?”. A dúvida, apesar de tudo, ainda é um grande fetiche, queiram vocês ou não.
Veja, não estou aqui fazendo apologia à insegurança ou desconfiança. Longe disso. O que quero dizer é que não adianta ficar correndo atrás de ninguém o tempo inteiro. Isso cansa. Pode perceber: quanto mais se corre atrás de alguém, mas esse alguém escorrega pelos dedos. E por outro lado, quando se deixa um “quezinho” de dúvida, o ser amado, desejado, idolatrado sempre fica por ali, marcando presença e mostrando que sim, ele é o melhor que se pode conseguir em mil anos de evolução...
Ah, como seria bom se juntamente com a Teoria da Evolução das Espécies viesse também a Teoria da Evolução das Mentes... No fundo, homens e mulheres são seres ainda não muito racionais. Querem - e precisam - ser amados, mas se se sentem amados em tempo integral, se cansam e querem novas emoções. Querem e precisam amar, mas se amam, temem demonstrar esse sentimento. E se demonstram, correm o risco de afastar o outro ser envolvido. Se não demonstram, o risco é o mesmo... Oh, coisinha complicada essa!!
Qual a solução então? Não sei... O que tenho visto - e aprendido - é que quanto mais nos mostramos entregues, mais vulneráveis ficamos. E quanto mais vulneráveis, mais chances temos de nos machucar. Mas, me explica, como não ficar vulnerável quando o coração da gente está completamente tomado??? Essa pergunta eu também não sei responder... Talvez, mais uma vez, a solução seja o tal do meio termo... Nem tanto, nem tão pouco... Não correr tanto atrás, mas também não deixar de lado. Não paparicar o tempo tempo, mas também não deixar o outro desolado. Seria então a filosofia do Morde-Assopra?? Hum... Acho que o grande lance é saber dosar presença e a ausência, certeza e dúvida, entrega e resguardo... Maaas, alguém aí sabe como se faz isso??? Se alguém souber, ótimo. E se alguém não souber, bem-vindo ao clube! E quem descobrir, por favor, me conte... Ando realmente precisada... hehehe
Um grande beijo e boa semana para vocês!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
You don't understand
Descobri que o nosso problema é timming. Você é rapidinho demais e eu devagar demais. Eu demoro para entender, pra criar coragem, pra te olhar, pra responder... E você? Você olha, abraça, beija, fala e sai em uma fração de segundos. Você me deixa tonta e sempre me surpreende com suas frases desconcertantes. Como alcançar você? Como andar ao lado de alguém que está sempre com tanta pressa?
Eu demoro dois meses pra aceitar seu convite, uma semana para entender a sua jogada de charme, um dia inteiro pra praticar o que vou te dizer e cerca de duas horas pra escrever uma mensagem que eu nem vou enviar. Você, porém, tem gana, pressa. Está sempre correndo. Você não entende a minha maneira calma de comer, a minha mania de olhar pro lado antes de responder às suas perguntas, o meu jeito de querer ficar apenas encostadinha em você enquanto assistimos a um filminho infantil... Eu preciso desse tempo de aproximação, preciso para me sentir segura, mas você não entende.
Não entende porque pra você as coisas são velozes demais. Uma semana é tempo demais. Um dia é tempo demais. Trinta minutos é tempo demais. Você não tem paciência pra me esperar ou me deixar relaxar ao seu lado. E no meio tempo entre você se aproximar e eu permitir a aproximação, você já partiu pra cinco outras diferentes. Cinco outras que não esperam nada, que só enxergam a carne exposta. Sim, você tem pressa. Você não tem tempo a perder com alguém que demora tanto para decidir algo.
O que você não entende é que eu já decidi, mas te contar a decisão demora mais alguns dias. Ou semanas. Ou meses. E eu queria que você entendesse que a minha lentidão é só medo. É medo do seu relógio ultra-sônico, medo da sua fugacidade, medo de ME permitir à sua presença. Medo de dizer um sim com todas as letras e depois me arrepender. Porque pra mim, presenças são importantes... E por isso eu gosto de ir com calma, porque não, eu não enxergo só a carne exposta. Eu enxergo você. Por inteiro... Mas isso você também não entende. A sua pressa nunca vai te deixa entender.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O texto da discórdia
sábado, 23 de julho de 2011
Efeito Dominó

"Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. A escolha é sua." Martha Medeiros
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Crise dos Trinta


