sábado, 17 de março de 2012

Sobre Facebook e Schopenhauer

E em tempos de tecnologia, a vida do outro virou o nosso melhor passatempo. Melhor que o chopp com os amigos, melhor que o bate-papo com a família, melhor que ver o sol - já dizia a propaganda do Sundown. E como a nossa vida virou espetáculo alheio, resta-nos então mostrar... felicidade, claro!
Sim, estava eu aqui no vício, em pleno sábado à noite, confesso - e pensei nisso. Aliás, sempre penso. Por que todo mundo é tão bonito, tão feliz, tão inteligente e tão interessante nas redes sociais? Conheço 98% das pessoas do meu Facebook e sei que boa parte não é nem um terço daquilo que se apresenta por ali: não é tão feliz, não é tão culta, não é tão cool e nem é tão bonita quanto demonstra - e viva a fotogenia, inclusive a minha!
Acho que nem os próprios usuários de internet têm noção da exposição a que são submetidos. No mundo das redes sociais, somos avaliados o tempo inteiro. Pelo que postamos ou pelo que não postamos - "Como assim ele ainda não colocou Relacionamento Sério??? Que absurdo! Se eu fosse a namorada dele...". Através da net, sabemos se namoros começaram ou terminaram, se o casal está bem ou não, se o Fulano de tal está pobre ou rico, se a Ciclana está delirando de solidão ou surtando de depressão, se a Beltrana se assumiu finalmente, etc. Não interessa o que cada um escreve: real ou não, TUDO será julgado.
A verdade é que o Face (dentre outros) nos tornou mercadorias. Vendemos imagem, tal qual as propagandas da TV. Mas, dessa vez, o produto vendido somos nós mesmos. E exatamente por isso as pessoas se tornaram tão felizes e perfeitas. A era da informática nos presenteou com uma vida de vitrine, uma vida de comercial de margarina. E alguém aí quer ficar por baixo? Nem pensar... Todo mundo então feliz, apaixonado, vivendo cada segundo e lendo os maiores escritores do mundo...Um, dois, três e já! Postando!
A gente não conhece mais as pessoas, e sim quem elas são apenas virtualmente falando... Quais páginas seguem, quais os interesses, relacionamentos e amigos... O importante é aumentar o número de contatos, mesmo que você não fale um "oi" pessoalmente. O que importa é quantos "curtir" você ganhou no seu post mais recente...
Não vejo grandes problemas em fazer parte deste novo mundo, só creio que tenhamos que ter certos cuidados... Especialmente para não passarmos por ridículos, falsos ou hipócritas. Crianças se passando por adultos, vacas se passando por Sandys, namorados dominados se passando por pegadores e, o pior, portas querendo se passar por intelectuais. Claro que tudo isso é reflexo da sociedade em que vivemos. Onde o EU é o mais importante ser de todo o universo.
Em um mundo de celebrities, todo mundo quer ser uma também. Todo mundo quer ser famoso, seguido, curtido e assinado, por isso, nascem tantos tipos de redes sociais - e justamente fazem tanto sucesso aqui pelas terras Tupiniquins. Tem redes sociais pra todos os tipos e gostos: para responder perguntas, para postar fotos, para desabafar, para dizer os passos durante o dia... Tem de tudo! É muita necessidade de atenção, eu acho. Mas será que tudo isso é saudável?
Já aprendemos que nenhum exagero é salutar. Faz tempo. E sem mencionar, é claro, o tempo perdido diante do computador, alimentando ócio e sentimentos mesquinhos... E tudo isso pra quê? Para passar a mensagem de que "sim, eu sou feliz, bonito e inteligente. Mais do que você.". E precisamos entrar no tema "indiretas-que-a-gente-joga-pela-rede"? Não, ... Pura perda de tempo.
Bom, eu tenho me segurado no mundo virtual. Tenho escrito bem menos sobre minhas intimidades e até mesmo no Face tenho diminuído bastante os meus comentários sórdidos, minhas fotografias e minhas alfinetadas. Às vezes, ainda tenho vontade de xingar umas pessoas, mas me seguro. Outras, tenho vontade de postar coisas fofinhas, que sei que as pessoas vão ler e dizer: "hummm, a Elem está apaixonada... Por quem será dessa vez? " e nem é verdade. Às vezes, eu só achei bonitinho e quis compartilhar. Ponto.
Agora, inventar historinhas do tipo "terminei de ler o meu Dostoievski" ou citar Schopenhauer só pra se passar por intelectual, isso eu não faço. Não crio personagens para parecer mais legal ou para "ficar bem na fita". Mas tem gente que faz. E como. E como se passam por idiotas também...

Bom, acho que é isso...
Bom final de semana para todos!
Fiquem com Deus!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Insônia

(...)

E aí ela me diz que tem dificuldades para esquecer, para deixar as coisas do passado no passado. E eu fico pensando em quantas vezes eu desejei que as coisas do passado realmente ficassem por lá. Mas elas não ficam. Elas me assombram e me chamam e me arrastam pra ele novamente. E eu vou. Eu vou porque lá é sempre melhor, lá é sempre mais confortável do que o real, o atual, o agora.

E ela me diz ainda que se realmente tudo fosse perfeito como eu penso, eu ainda estaria lá ou ele ainda estaria aqui, sei lá qual a ordem correta, mas ainda seríamos um, mas ela não entende o que acontece. Ela não entende e nem conhece o que se passa... E queira Deus que ela nunca precise conhecer.

E eu penso e peno e reflito e choro e grito e esperneio. E ele não está. E ele continua não estando. E eu penso novamente em ligar, em chamar, em dizer, em perguntar, em questionar o porquê de ele não estar aqui, de não estarmos aqui. Por que ele é o amor da minha vida??? Porque ele É o amor da minha vida. Ou não é? Ele é, eu sei. Eu sei disso. E ela me diz agora que se ele realmente o fosse, eu não sofreria. Mas ela não sabe que eu sou romântica, dramática e canceriana. E que eu quero pensar que ele também pensa, seja lá em qual cama estiver, que eu também sou o amor da vida dele e o quanto ele foi burro por ter me deixado partir.

E ela me diz que não é, que é ilusão, que é utopia, q é idiotice, tolice, babaquice ou qualquer outra coisa que termine com ice. E eu ouço e penso mais um milhão de vezes em como dói gostar de alguém pra sempre, pra sempre, pra sempre. E dói eternamente. E eu tenho medo disso nunca parar, curar, ter fim.

(...)

E eu penso em como vivo uma vida paralela, abrindo portas e janelas e paredes e coisas que eu nem quero de verdade. E penso ainda em por que faço, tão instintivamente, se eu realmente não quero nada disso, se eu não quero nenhuma delas, mas só a primeira de todas as portas, aquela que me fez abrir todas as outras - como se alguma vez na vida eu tivesse tido algum real interesse em abrir alguma coisa que não fosse a minha alma para ele. Quero justamente a única porta que está fechada. E aí, elas, as portas, janelas e paredes, vão ficando assim, abertas, sem graça, desbotadas e deslocadas enquanto eu simplesmente caminho por elas, fingindo interesse e brincando por algumas semanas até que aquilo se torne sufocantemente falso demais e estúpido demais e sem graça demais. Então, eu volto pro mesmo lugar quente de sempre e de antes e choro e grito e esperneio. E penso em te ligar, em te chamar, em te perguntar, em te dizer mais uma vez: me tira dessa droga de vida, me salva, me resgata, me acorda desse sonho terrível que é viver sem você. Vem e foge comigo, pelo amor de Deus.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tired

Pode ser só cansaço de final de ano, pode ser só cansaço físico e mental. Emocional, principalmente. Cansaço e uma vontade incrível de pegar uma mochila, colocar nas costas e sumir por alguns dias.

Preciso de novos ares. Fato.

Que venham as férias.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quinto pecado capital: a inveja

E você acha que eu não queria ser como ela? Acha mesmo que eu não queria ser bonitona, descolada, viajada e ainda por cima ter aquele monte de fotos suas no meu álbum, assim como ela? Sim, eu queria. Eu também queria muito ter fotos suas me beijando na minha página do Facebook, pra todo mundo olhar e dizer: "ai, que fofos esses dois" ou até mesmo "ui, por que essa vadia existe na vida dele??"... Mas não, eu não tenho. Eu não tenho o cabelo dela, eu não tenho os olhos dela, eu não surfo, eu não sei dar piruetas no ar, eu nunca esquiei com você e nem muito menos viajei pelo mundo ao seu lado. Ok, eu também faço luta. Mas o que é isso diante de tudo o que o meu amigo Face me contou? Sou meramente a luva de boxe pendurada no seu chaveiro. Só. E mais emblemático, impossível.

E isso tudo pensando que eu nem sou feia, que eu nem sou tão careta e que eu nem sou tão enraizada a apenas um lugar... Mas ela... ela tem um quê a mais. Ela tem um alfabeto inteiro a mais. Ela tem - e sempre terá - um lugar eterno no seu coração. E eu tenho ciúmes disso. Tenho ciúmes de todo mundo dizer que ela era tããão gente boa, que ela era tããão bonita, que ela combinava taaaanto com você... E eu?? Eu também sou gente boa, eu também sou bonita, eu também combino com você. Ela é passado. Eu sou presente. E eu quero muito ser o seu presente. Pra sempre.

Dá pra entender isso?

Rehab

Todos os dias eu vivo a contradição de gostar de você e te achar um idiota.
Todos os dias eu tenho que escolher não gostar de você.
Todos os dias eu tenho que lutar para não deixar que o sentimento se sobreponha a minha razão.
Todos os dias.

E acredite, isso é bem difícil.
Ponto.

domingo, 16 de outubro de 2011

Coming back

...Aí a gente muda a nossa vida por causa de um cara. A gente deixa de acreditar em coisas em que acreditávamos, muda de bairro, de cidade, de estado, de país. Muda de comportamento, muda de amigos, muda o jeito de expor sentimentos. A gente muda acreditando que assim, desse novo jeito, as coisas finalmente darão certo. E aí, mais uma vez, a gente quebra a cara. Porque não interessa o bairro, a cidade, o estado e o país, ele sempre será ele e você nunca deveria ter deixado de ser você. Essa é a grande verdade. Se você precisa mudar por alguém, pode crer.... esse cara não vale a pena.

P.S.: Quantas vidas eu vou ter que viver pra aprender isso?

Be yourself.
Sejam todos bem-vindos ao Pra Que Mesmo?. Divirtam-se!

sábado, 17 de setembro de 2011

XXX

Antes de iniciar a leitura:
Boa parte deste texto foi censurada - já que todo mundo anda dizendo que me exponho demais por aqui - mas, na falta de algo que possa ser realmente publicado, coloco só um trechinho - e um trechinho do estilo "mais-paga-pau-impossível" rsrsrs
E sim, eu continuo muito de quatro pelo tal moreno alto. Mais e muito mais do que eu deveria até.


(...)
É estranho o que sinto por você. E o pior, essa coisa ao invés de diminuir, só aumenta. Incrível a capacidade de pensar em você em todos os momentos do meu dia... Você continua sendo o meu primeiro e último pensamento: quando abro os olhos, a primeira imagem que me vem é a sua, e antes de dormir, és a última coisa em que penso. No trabalho, em casa, na academia, não importa... tu estás tão presente em meus dias que chego a sentir raiva de como posso não estar presente do mesmo modo e com a mesma intensidade nos teus, já que ultimamente a minha vida se resume a ti.
(...)

sábado, 10 de setembro de 2011

Sobre pessoas inteligentes

Eu queria ser como algumas pessoas que conheço. Mas não sou.


Conheço algumas pessoas que gostam e desgostam com facilidade. Gostam, gostam, gostam, maaaas, se acabam o namoro, desgostam. Simples assim. Eu demoro. Demoro uma vida pra admitir – pra mim e para os outros – que estou apaixonada. E quando acaba, demoro mais tempo ainda para desapaixonar. Mesmo sabendo que terminou o relacionamento, tenho dificuldades para me desvencilhar da pessoa ainda amada.

Talvez, essas pessoas que desgostam com facilidade também sofram, mas escolhem – todos os dias – não mais sofrer ou querer alguém que não as quer mais. E eu não consigo ser assim... Saudosa que sou, perco horas do meu dia pensando em tudo o que foi vivido, idealizando e pensando como tudo seria perfeito se ainda fosse perfeito. Pobre de mim.

E estranhamente – ou infelizmente - quando eu olho ao redor, percebo que as minhas melhores amigas também são assim... E tenho pena da gente... Queria ser como aquelas outras, ou aqueles outros, que simplesmente partem de um relacionamento para outro em semanas. Podem até estar sofrendo, mas com certeza o sofrimento durará poucas semanas – ou dias - e ainda por cima não os impedirá de encontrar consolo nos braços de outros, que não os seres amados. Ah, como eu invejo essas pessoas inteligentes.

Exemplo prático: tenho um grande amigo que estava mega-ultra-super apaixonado... De repente, o romance subiu no telhado... Ele chorou horrores na primeira semana e na segunda já estava pronto para outra, marcando encontrinhos e curtindo baladinhas. Ele não deixou de amar de uma hora para outra, mas o fato de gostar de alguém que não o queria mais, não o impediu de sair e viver a vida sem a presença do ex. Assim que eu queria ser... mas eu não consigo! Por mais que eu saia de casa, passeie e viaje, meu coração fica lá, preso ao moço amado, endeusando a saudade imensa que ainda sinto dele. Conta a lenda que dor de amor se cura com outro amor, mas cadê disposição para procurar novos amores quando meu coração ainda está suspirando por alguém?

Nesse ponto eu queria ser mais macho: chorar três dias e ficar novinha em folha, pronta pra próxima. Mas logo nesse ponto, Deus me fez mulherzinha. Eu sei que todos os dias eu deveria fazer como as pessoas espertas: escolher não mais querer alguém que não me quer. Mas como? Conforme disse anteriormente, tenho dificuldade para me desvencilhar de pessoas queridas e, pra piorar, sou melodramática: adoro a dor de cotovelo, adoro o sofrer por amor, adoro o amor platônico, adoro essas coisas. Vai entender. Eu gosto de remoer, de sonhar, de pensar, de falar, de lembrar, de expor... Se me fosse possível escolher, talvez escolhesse trocar de amor com mais facilidade. Gostar, gostar, gostar. E quando terminasse, desgostar. Simples assim. Mas, do jeito que fui feita, a frase “partir pra outra” não faz o menor sentido... curto o meu luto por meses a fio, sem me incomodar, como os românticos das décadas passadas. A única explicação, então, é a ausência de um botão Liga/Desliga... Sou desprovida deste artefato. Infelizmente. Ou felizmente. Vai saber. É... realmente ainda tenho muito que evoluir...


domingo, 21 de agosto de 2011

Cavernas

Dizem os mais sábios que em uma relação há sempre aquele que domina e aquele que é dominado. Dizem também que por sermos assim, nunca devemos demonstrar por completo o que sentimos pelo outro.


Dizia-me uma amiga que o homem conserva, até hoje, o instinto caçador que nele existe desde o tempo das cavernas. E isso significa dizer que ele, o homem, esse ser tão absurdamente primata, ainda hoje mantém o seu desejo por presas. Especialmente as novas. Ou aquelas que ele considera novas. Dizia-me ainda a tal amiga que nunca, jamais uma mulher deve deixar que o (seu) homem saiba o que ela sente por ele. Nunca, continuava ela, um homem pode saber que a (sua) mulher o ama acima de qualquer coisa e que por ele faria qualquer coisa.

Não acredito que isso seja um privilégio masculino, mas sim um privilégio (???) da raça humana. Todo ser humano, homem ou mulher, é assim. Basta saber que alguém estará sempre ali, à espera, para deixar esse serzinho de lado. Mesmo que inconscientemente. Afinal, ele sempre estará por ali mesmo. Porém, a qualquer sinal de desinteresse ou frieza, parece que o velho eu-primata ouriça os pelos e acende uma luz de alerta, deixando o tal ser dominante extremamente à mercê do outro, o dominado. As posições se invertem. Em outras palavras: se você caga pra alguém, esse alguém corre atrás de você; se você corre atrás de alguém, aí o tal alguém cagará para você.

O ser humano é assim. Gosta daquilo que não tem. Pelo menos não por completo. O ser humano gosta da caça, da conquista, da busca. A partir do momento em que ele sente que tudo está na mais perfeita ordem, na mais perfeita paz, no mais perfeito controle, já era. É preciso o tempo inteiro estar buscando, estar com a pulga atrás da orelha, estar com aquela sensação de “será que ela(e) me ama mesmo?”. A dúvida, apesar de tudo, ainda é um grande fetiche, queiram vocês ou não.

Veja, não estou aqui fazendo apologia à insegurança ou desconfiança. Longe disso. O que quero dizer é que não adianta ficar correndo atrás de ninguém o tempo inteiro. Isso cansa. Pode perceber: quanto mais se corre atrás de alguém, mas esse alguém escorrega pelos dedos. E por outro lado, quando se deixa um “quezinho” de dúvida, o ser amado, desejado, idolatrado sempre fica por ali, marcando presença e mostrando que sim, ele é o melhor que se pode conseguir em mil anos de evolução...

Ah, como seria bom se juntamente com a Teoria da Evolução das Espécies viesse também a Teoria da Evolução das Mentes... No fundo, homens e mulheres são seres ainda não muito racionais. Querem - e precisam - ser amados, mas se se sentem amados em tempo integral, se cansam e querem novas emoções. Querem e precisam amar, mas se amam, temem demonstrar esse sentimento. E se demonstram, correm o risco de afastar o outro ser envolvido. Se não demonstram, o risco é o mesmo... Oh, coisinha complicada essa!!

Qual a solução então? Não sei... O que tenho visto - e aprendido - é que quanto mais nos mostramos entregues, mais vulneráveis ficamos. E quanto mais vulneráveis, mais chances temos de nos machucar. Mas, me explica, como não ficar vulnerável quando o coração da gente está completamente tomado??? Essa pergunta eu também não sei responder... Talvez, mais uma vez, a solução seja o tal do meio termo... Nem tanto, nem tão pouco... Não correr tanto atrás, mas também não deixar de lado. Não paparicar o tempo tempo, mas também não deixar o outro desolado. Seria então a filosofia do Morde-Assopra?? Hum... Acho que o grande lance é saber dosar presença e a ausência, certeza e dúvida, entrega e resguardo... Maaas, alguém aí sabe como se faz isso??? Se alguém souber, ótimo. E se alguém não souber, bem-vindo ao clube! E quem descobrir, por favor, me conte... Ando realmente precisada... hehehe


Um grande beijo e boa semana para vocês!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011



...Porque ele tem o beijo mais gostoso, o abraço mais aconchegante,
o sorriso mais safado e o jeito mais perfeito de me conquistar...
E é por isso que eu gosto tanto, tanto, tanto dele.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

You don't understand

Descobri que o nosso problema é timming. Você é rapidinho demais e eu devagar demais. Eu demoro para entender, pra criar coragem, pra te olhar, pra responder... E você? Você olha, abraça, beija, fala e sai em uma fração de segundos. Você me deixa tonta e sempre me surpreende com suas frases desconcertantes. Como alcançar você? Como andar ao lado de alguém que está sempre com tanta pressa?

Eu demoro dois meses pra aceitar seu convite, uma semana para entender a sua jogada de charme, um dia inteiro pra praticar o que vou te dizer e cerca de duas horas pra escrever uma mensagem que eu nem vou enviar. Você, porém, tem gana, pressa. Está sempre correndo. Você não entende a minha maneira calma de comer, a minha mania de olhar pro lado antes de responder às suas perguntas, o meu jeito de querer ficar apenas encostadinha em você enquanto assistimos a um filminho infantil... Eu preciso desse tempo de aproximação, preciso para me sentir segura, mas você não entende.

Não entende porque pra você as coisas são velozes demais. Uma semana é tempo demais. Um dia é tempo demais. Trinta minutos é tempo demais. Você não tem paciência pra me esperar ou me deixar relaxar ao seu lado. E no meio tempo entre você se aproximar e eu permitir a aproximação, você já partiu pra cinco outras diferentes. Cinco outras que não esperam nada, que só enxergam a carne exposta. Sim, você tem pressa. Você não tem tempo a perder com alguém que demora tanto para decidir algo.

O que você não entende é que eu já decidi, mas te contar a decisão demora mais alguns dias. Ou semanas. Ou meses. E eu queria que você entendesse que a minha lentidão é só medo. É medo do seu relógio ultra-sônico, medo da sua fugacidade, medo de ME permitir à sua presença. Medo de dizer um sim com todas as letras e depois me arrepender. Porque pra mim, presenças são importantes... E por isso eu gosto de ir com calma, porque não, eu não enxergo só a carne exposta. Eu enxergo você. Por inteiro... Mas isso você também não entende. A sua pressa nunca vai te deixa entender.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

O texto da discórdia

Vai entender.

Em uma conversa despretensiosa com um colega de profissão, falávamos sobre a quantas anda o meu belo coraçãozinho. Eu sei, todo mundo sabe, que eu preciso que ele, o meu miocárdio, se recupere de uma vez por todas de todos os amores mal sucedidos pelos quais já passou. Eu confessei a ele, ao amigo, que estou até fazendo terapia para isso, e que já estou, inclusive, bem melhor. Que as feridas já não doem mais, maaaas, ainda tenho dificuldades em deixar que outros se aproximem do meu coraçãozinho machucado e arredio. Mesmo que seja para tratá-lo. Isso, conscientemente falando, é claro.

Fato é que de repente, mesmo com toda a minha guarda armada, me vi gostando de alguém novamente. Não me perguntem como isso aconteceu, mas aconteceu... Mas, eu, fechada como sempre, não tive certeza sobre o que queria com esse rapaz. Agi errado, meti os pés pelas mãos, fui ciumenta, mesmo não podendo ser, fiquei confusa. Me senti tão perdida quanto uma garotinha que de repente solta a mão da mãe em meio a multidão e não sabe mais pra onde ir ou como ir. Fiquei realmente perdida. Perdida e com um sentimento estranho morando dentro do peito que eu não sabia como lidar. Mas, deixei de me sentir sozinha. E vi que sentir era bom.

Um dia, eu parei e me dei conta. Como foi que esse sentimento brotou aqui dentro? Em qual momento eu permiti que ele, o tal rapaz, entrasse e transpusesse a barreira que eu coloco em volta de mim? E aí, eu descobri que não, eu não permiti. Mas ele sim conseguiu o feito. Incrivelmente, ele conseguiu passar pela cerca de vidro que há em volta do meu coração. E nem foi por querer, que fique claro. Simplesmente conseguiu... Sabe-se lá como, ele achou um buraquinho e conseguiu passar por ali. Não por inteiro, de uma só vez... mas aos pouquinhos, dia após dia. Por não saber o que se passava aqui dentro, ou ainda, por não saber que havia uma cerca, ele foi entrando. Achou uma passagem e entrou. Simples assim. E aí, eu conversei com a minha terapeuta. Como isso aconteceu? Por que ele conseguiu o que tantos outros não conseguiram? E por que logo ele, tão errado? E ela me respondeu com cara de paisagem: ele não teve medo, só isso. Ele simplesmente fez.

Esse rapaz em questão não me tratou como "a-linda-princesa-intransponível", como "a-pobre-mocinha-enfeitiçada-que-não-consegue-amar", como a "donzela-que-precisa-curar-o-coração-antes-de-amar-novamente". Não, ele ignorou - literalmente - tudo isso e me arrancou do meu lugar comum, sem muitas perguntas ou questionamentos ou esperas. Ele simplesmente me puxou pra fora da minha casca e me conquistou. Mesmo que tenha sido pra nada, ele me conquistou. E eu, mais uma vez, do alto da minha descrença, vi que sentir era bom.

E por que estou contando tudo isso? Porque, voltando lá no início do texto, na conversa com o amigo, o colega de profissão, ele me disse que estaria na porta esperando por mim quando eu estivesse pronta. E eu pensei em tudo isso que contei aí em cima: na espera e na não espera. Pensei no entrar sem pedir permissão... E pensei no quanto esperar por mim pode ser complicado. E acredite, não é por querer.

Tenho um coração realmente machucado. Aliás, nem tenho um coração inteiro... tenho vários caquinhos que, aos poucos, vão se juntando e formando um coração novo, com algumas cicatrizes, eu sei, mas aos pouquinhos e do jeitinho dele, apresenta uma melhora. Mas, não, ele ainda não está abrindo as portas e convidando para uma festa de inauguração. Cheguei a conclusão de que se alguém realmente me quiser, não vai poder ficar simplesmente esperando na porta, esperando que eu abra... cheguei a conclusão de que se alguém realmente me quiser, terá que ir além: terá que entrar, mesmo sem o convite. Deverá achar uma brecha, pular janela, até mesmo arrombar a porta, se for necessário. Porque eu, neste momento, por conta própria, não vou abrir meu coração pra ninguém. Agora, se alguém conseguir entrar, será muito bem-vindo.

Entendam, não é uma escolha minha... é só uma questão de receio. Ou medo. Ou tempo. Sei lá.
Fato é que eu preciso (veja bem a escolha do verbo) de alguém que tenha essa coragem: de entrar simplesmente e encontrar um cantinho aqui dentro e transformar esse cantinho num cantão. O cara que tiver peito pra isso leva o coração da mocinha que vos escreve. E eu, que já vi que sentir é bom, até agradecerei se isso vir a acontecer.

Mas e agora, depois de dito tudo isso, será que alguém AINDA se habilita??

Beijos e boa semana para todos!

sábado, 23 de julho de 2011

Efeito Dominó

A vida é uma coisa muito inexplicável mesmo...

Hoje ouvi duas amigas. Em momentos diferentes. Falando sobre assuntos diferentes. Aliás, elas nem se conhecem e vivem a quilômetros de distância uma da outra. Mas, as duas me fizeram pensar em como a vida da gente é muito louca. E louca não no sentido ruim da palavra, mas no sentido de que ela dá umas reviravoltas que nem mesmo a gente espera ou entende. E ela parece brincar com a gente o tempo todo. Uma espécie de programa de auditório, onde nós fazemos as escolhas e ela, a vida, nos dá o prêmio.

Fiquei pensando sobre isso. Pensando em como um simples ato pode mudar tudo. E tudo não só na nossa vida, mas na vida de muita gente que está ao nosso redor e na vida de gente que nem chegamos a conhecer. Um não - ou um sim - que você dá lá trás, vai modificar uma série de coisas lá na frente. Me vem à cabeça uma imagem de efeito cascata quando penso nisso... Quase vejo as milhões de cenas sendo modificadas por uma única decisão - pensada ou não - que foi tomada.

O não que você deu pra aquele menino fez com que ele buscasse consolo no colo de outra menina. Menina esta que aceitou o colo. Pronto. Uma palavra foi o bastante, mudou o destino de vocês três. Vão se apagando, então, as imagens de vocês dois como num filme sendo rebobinado... Ele não mais passeou de mãos dadas com você, não mais te beijou no portão de casa, não mais disse que te amava naquela primeira noite juntos. E por consequência, outro filme começou a se desenrolar... Ele beijou a outra menina. E eles namoraram, noivaram, casaram. E eles fizeram aniversários de casamento, tiveram filhos, envelheceram. E você, no seu filme paralelo? Você cresceu, morou em vários lugares, se tornou uma mulher independente, amadureceu, namorou outros, separou-se. Destinos mudados porque lá trás você disse aquele não. Mas, e como teria sido se tivesse dito um sim? Todos os abraços e beijos, todas as juras de amor, todas as festas que vocês foram como casal, tudo isso teria sido real. Mas em compensação, todas as suas festas de faculdade, todos os meninos que você beijou e se apaixonou, todas as pessoas e lugares que você conheceu, nada disso teria existido também... E então, como saber qual a melhor escolha?

E se pudéssemos prever quais as consequências dos nossos atos e assim mudar o rumo da nossa vida? E se EU não tivesse dado aquele beijo naquele ônibus? Não teria me apaixonado, não teria largado o lugar onde eu vivia, não teria feito tantos planos, não teria mudado pra Florianópolis, não teria conhecido tantas coisas que eu conheci. Mas eu dei o beijo. Eu me apaixonei, eu acreditei, eu também andei de mãos dadas, eu jurei amor eterno, eu tive uma vida em comum com alguém. Repito: é uma cascata, um efeito dominó... Um "E SE" muda tudo. Na minha vida, na sua, na vida de tanta gente. Pessoas nasceram e outras deixaram de nascer por um simples ato nosso. Incrível isso, mas é verdade. Seria esse o tal do livre arbítrio contrário ao destino já escrito nas estrelas?

Cada escolha, um renúncia. A única coisa certa nisso tudo é que não dá pra prever o que virá depois e a graça é justamente essa. Essa é a grande ironia da vida: ser uma caixinha de surpresas... É o animador fazendo você escolher a todo momento entre o sim e o não, entre o certo e o errado, entre o ir ou ficar. E você sempre ali, torcendo pra fazer a melhor escolha, pra tomar a melhor decisão. No final das contas, o grande lance é escolher e apostar que sua decisão dará certo. E mais do que isso, é FAZER dar certo a escolha que você fez, sem mágoas, rancores ou remorsos. É olhar pra trás e ver o lado bom de tudo o que aconteceu. É principalmente viver, como se daquela escolha dependesse a sua real felicidade. Porque até onde sei, realmente depende. Afinal, a vida é feita de escolhas. E ser feliz também é uma decisão. Diária, inclusive.

"Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. A escolha é sua." Martha Medeiros

Pensem. Escolham. Decidam. Sejam felizes.
Um grande beijo e boa semana!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Crise dos Trinta

Oi.

Contei que eu fiz aniversário? Pois é, eu fiz. Incrível como os anos têm passado tão rapidamente... Lembro que quando comecei escrever aqui eu não tinha nem 30 e agora já passei dos... Às vezes, fico pensando: a idade mudou, mas e na minha vida, o que mudou? E pensar nisso me deixa muito tensa porque sinceramente não tenho visto grandes mudanças, além das rugas que insistem em aparecer no meu rosto dia após dia e nos fios brancos que me obrigam a ficar cada vez mais loira... rs

Cara, envelhecer é horrível. Não me venham com esse papo de que não é, porque é sim. Eu odeio ver que a cada dia que passa minha pele fica com menos firmeza, que meu rosto se torna mais marcado e que meus cabelos se tornam mais brancos. ODEIO! E sabe o que é pior? É pegar fotos de três anos atrás e ver que essas mudanças se instalaram literalmente de uma hora para outra. Isso é o pior de tudo...

Aí, semana passada, estávamos discutindo sobre isso, sobre a diferença entre idades. E uma amiga dizia que ela via muita diferença na mulher de 40 anos. Dizia ainda que é impossível não notar diferença entre uma mulher de 40 e um cara de 35, coisa que, segundo ela, já não acontece quando a mulher tem 30 e o cara 25. Eu discordei, óbvio. Porque, ao meu ver, essa mudança drástica já aparece nos 30. Quando vejo uma mulher de 30 e um cara de 25, mesmo que seja eu e o meu gatinho, vejo uma incrível diferença entre eles. Acho que quando a mulher faz 30 anos, um outdoor passa a ser visualizado em sua testa dizendo "TENHO TRINTA". E isso não só comparando com meninos de 25, não... Tenho amigas que ainda estão na casa dos 20 - mesmo sendo 26 ou 27 - e vejo uma diferença incrível entre elas e o time das trintonas, do qual eu faço parte.

Claro que não estou falando de cabeças (ou estou?), estou me referindo ao físico mesmo... Apesar da minha amiga dizer que se acha muito mais bonita hoje, aos trinta, eu ainda insisto na tese de que são belezas muito diferentes... Não dá pra comparar a beleza de uma guria de 20 com a de uma mulher de 30. A maturidade também é bonita em alguns aspectos. Mas, especificamente agora, neste relato, estou falando sobre diferenças que noto em meu corpo, na minha pele, no meu cabelo, no viço... E são essas diferenças que acho cruéis. E nesses aspectos, nem adianta reclamar, claro que as mocinhas de 20 ganham... As de trinta ganharão em outros, como independência, liberdade sexual, grana e blá blá blá.... rs

Geralmente, as pessoas me dão 28 anos, e se fosse pela minha idade mental, sei que teria até menos que isso aí. Mas quando eu me olho no espelho ou vejo o meu reflexo até mesmo na tela do notebook, sei que estou longe dessa idade... As minhas marcas de expressão insistem em me dizer que já vivi alguns anos a mais que 28.... E outra, às vezes fico pensando que estou em uso há mais de trinta anos e que só esse fato insólito já me transforma em um ser velho. Aff. E quando estou realmente deprimida com esse assunto, o tal do Sérgio Reis dá o tiro de misericórdia dizendo: "Ela é madura / já tem mais de trinta anos / mas para mim o que importa é a pessoa / não interessa se ela é coroa / panela velha é que faz comida boa". Porra, Serjão! Coroa com trinta anos?? Será que alguém já mandou ele se ferrar??? rs

Fato é que a idade chega pra todo mundo. Pra quem tem grana, esticar é a solução. Pra quem não tem, como eu, a solução é... ainda não sei. Talvez, eu devesse parar de me envolver com os novinhos de 25 e devesse começar a sair com homens de 38, 40... Quem sabe assim eu me sentiria mais nova... Afinal, nem mentir idade tá dando mais... Passei dois anos fazendo trinta anos, acho que agora não dá mais pra enrolar, a galera já percebeu... Vou começar então a dizer que fiz 31... Será que cola? rs

Bom final de semana pra todos!!